PELO CARISMA OU PELO PODER?

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Táticas têm sido usadas por alguns grupos como mecanismos para se chegar a algumas estratégias. Mas quando a estratégia está pautada na busca de poder, desconfie! É a sensação que vem tomando por um tempo meus dias, como num afinar de violino: de dentro pra fora e de fora pra dentro. É um movimento que requer, antes de tudo, um despojar-se de moralismos e entrar numa perspectiva de metamorfose libertária.

É pelo carisma ou pelo poder? E aqui, entendam o carisma, como algo que conquista, que encanta para a vida e poder como algo que centraliza, que dita, impõe. Pai, se possível, afasta de mim este cálice da “hierarquia” que se utiliza dos espaços estratégicos para (des) legitimar aquilo que “está abaixo”.

E os(as) Jovens no meio desta história? Sim, a população majoritária do Brasil e do mundo, que dia-a-dia sofre influência das grandes mídias ligadas aos interesses capitali$tas, de uma moda que dita os padrões de beleza, dos preconceitos reproduzidos no cotidiano, etc. Estão somente como vítimas? Não. Mas, não caia numa análise fundamentalista, rasteira, sobre a juventude. Já tem muita gente fazendo isso, distorcendo os fatos, pondo seus interesses, acima dos demais.

Mas o que me move a escreve este texto, não entrará nestas linhas. Parafraseando: “deixo assim ficar subentendido” (Apenas mais um amor – Lulu Santos / Nelson Mota). Apenas fica o simples recado: em qualquer espaço que seja/esteja, respeitem efetivamente a autonomia das pessoas (em especial, dos(das) jovens) que realmente querem construir alternativas de mudança desta realidade. Mais do que isso, respeitem seu protagonismo e seu trabalho, ainda mais se ele for de base. É ele(a), que com todo esforço e com toda certeza, sustentará a esperança de outro mundo possível.

2 comentários:

Anônimo disse...

Querido.

Para ajudar: Teu texto é confuso; táticas e estratégias, são a mesma coisa e o carisma sempre foi usado para se chegar ao poder, infelizmente tua geração não é diferente das que passaram, lamentável, pois poderiam construir um mundo melhor.

Eduardo da Amazônia disse...

Puxa, infelizmente sua não identificação pode dificultar nosso diálogo. Tática não é sinônimo de estratégia: tática está dentro da estratégia (sugiro pesquisa na web e dicionários sobre os termos). Agora, dependendo do poder, o carisma pode ter sido um instrumento para alcançá-lo. Mas, o carisma que quero me referir é algo natural, sem que se queira obter algo, é dom gratuito!

Quanto a questão das gerações, acredito que a história nos apresenta o esforço dos (as) jovens na construção de um outro mundo possível. Agora cada época estas vivem uma dinâmica e uma forma de promover esta mudança de forma diferenciada.

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