Mostrando postagens com marcador PJ. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador PJ. Mostrar todas as postagens

A CARA DO PJOTEIRO*

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Em qualquer lugar que se vá
Em qualquer lugar que se chegue,
O que sempre é inconfundível
É a cara do Pejoteiro.

Pode ser do campo ou da cidade
Pode ser punk ou pagodeiro,
Você olhará diversos rostos
E reconhecerás o Pejoteiro.

Seja na Igreja ou na rodoviária
Seja no metrô ou nas ruas,
Você nunca irá desencontrar-se
Com o Pejoteiro que procuras.

Apesar das diversas raças
E apesar das diversas culturas,
O bom Pejoteiro nunca perde
A verdadeira ternura.

Seu olhar é guerreiro e feliz
Sempre carrega consigo a esperança,
De um dia, todos juntos
Gestarmos a mudança.

E apesar das situações
Poucas vezes a seu favor,
Ele nunca deixa de lutar
Pela Civilização do Amor.
________________________
* Evandro Estevao Marquesone

Prepare-se pra falar sobre SEGURANÇA PÚBLICA

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Ano que vem a Campanha da Fraternidade (atividade organizada pela Igreja Católica no Brasil, no período da Quaresma) trará a proposta de discutir a questão da Segurança Pública. Com o tema "Fraternidade e Segurança Pública" e lema "A Paz é fruto da Justiça" irá convidar a soceidade de uma forma em geral para debater sobre as mais diversas violências que permeiam e impedem a vida de nosso povo. Neste ano, realizou-se em Brasília um Seminário Nacional sobre Segurança Pública, organizado pelo Ministério da Justiça e CNBB. Na atividade estiveram presente a Pastoral Carcerária, Pastoral Afro, Pastorais de Juventude dentre outras organizações eclesiais e sociais. Representando as Pastorais de Juventude contamos com a presença de jovens da PJ (Pastoral da Juventude) e da PJE (Pastoral da Juventude Estudantil), além da presença de representantes da Trilha Cidadã, pertencente a Rede Brasileira de Centros e Institutos de Juventude.

É importante ratificar que ano que vem, também estará acontecendo no cenário, Conferências Municipais, Estaduais e Nacional de segurança Pública e que a juventude, principal vitima da violência não deve se abster ao debate sobre aquilo que está acabando com o sonho de muitos rapazes e moças. Também é importante pautar a questão da Redução da Maioridade Penal, das Questões Raciais e de Gênero, assim também do Projeto de Lei 122 que criminaliza a Homofobia.

Mais do que votar, é necessário um debate preparatório nos grupos de bases, comunidades, e outras organizações para que esclareçam melhor sobre as questões que hoje estão pautadas de forma em que os pobres têm pouco acesso ou não lhe é transmitida de forma clara e objetiva.

Que possamos construir uma verdadeira Campanha da/de Fraternidade inclusiva, sem ferir ninguém, principalmente os menos favorecidos e excluídos.

Experiência em Brasília/Goiânia (9° Dia)

terça-feira, 24 de junho de 2008

Meu último dia em Brasília... O dia em que tinha que fazer o que desejava "ardentemente" fazer: ir na barraca do Pará que fica embaixo da torre de TV. De manhã fomos para a CNBB. O dia era destinado novamente a arrumar os materiais na sala do Setor Juventude. E lá estávamos...
Liguei para a Adriana(tia do meu amigo Marcelo, que está morando em Brasília) para que me levasse em sua casa. Então combinamos do marido dela vir me buscar e que após o almoço eu ligaria pra ele para acertar horário e local para encontrá-lo. Porém, após falar com ele pelo telefone, me informou que não teria como me buscar por conta de seu trabalho. Então marcamos, eu, a Adriana e a Joice (irmã do Marcelo que mora com a Adriana) de nos encontrarmos no Teatro Nacional.
Quando a Adriana ligou, fui ao seu encontro no local marcado. Chegando lá nos abraçamos e conversamos um pouco e fomos deixar ela na estação do metrô, pois ela teria que ir trabalhar. Depois eu e a Joice fomos dar uma volta. Rumamos para a torre de TV para tomar açaí. Chegando lá, subimos na torre que equivale a 25 andares de um prédio. Descendo, nossa direção foi a barraca Belém do Pará. Lá tomamos 1/2 de açaí cada um, tiramos algumas fotos e depois fomos embora.
A Joice ficou na Rodoviária do Plano Piloto e eu voltei para a CNBB. Depois fui terminar de arrumar minhas coisas na casa do Pe. Gisley para ir para o aeroporto. Fomos ao aeroporto, fiz check-in e depois fomos fazer uma refeição. Pe. Gisley e eu batemos um papo rápido e depois fui para a sala de espera. Entrei no avião e dentro de alguns minutos saímos de Brasília. Dormir na viagem e antes de chegar em Belém acordei. De repente me deu uma terrível dor no ouvido que começou a me incomodar demais. A senhora que estava do meu lado, disse que sua filha já havia passado por essa situação que era por conta da proximidade com a turbina do avião. Antes do pouso, meu ouvido aliviou. Em terra estava mais aliviado, fui buscar minha bagagem e depois de telefonar para a Jô, fui para sua casa dormir...
De manhã, cheguei em casa, após 9 dias de uma viagem Pai d'égua!!!

DESABAFO

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Não sei o que faço agora. Meu mundo está confuso. Crer em um novo céu em uma nova terra, parece balançar... Não só desacredito em muitas coisas e pessoas, como percebo uma certa reciprocidade. Sou pecador!
Não sei se as lágrimas me animam ou se me entristecem mais, porém percebo que sinto vontade de chorar. Muitas palavras que ouço, parecem que cada vez mais me deixam sem saída, sem um norte. Sinto falta de um momento em que não vivi, em que homens e mulheres de boa vontade gritavam sem ter medo de levar um tiro ou de serem torturados por causa daquilo que escolheram enquanto causa de vida.
Caminhando e cantando sem seguir a canção que muitos que se dizem movidos por uma fé que parece mais uma opção preferencial pela destruição da vida dos jovens, camuflados por forte apelação emotiva. Ai, quanta vontade de poder chegar um dia e dar um basta nesta falta de compromisso efetivo com os/as jovens.
Deus da Vida, só tu conhece o que me atravessa como flecha, só tu sabes a dor quando alguns negam o que a juventude tanto precisa. Não queremos só violência, queremos PAZ. Não queremos somente uma CAMINHADA PELA PAZ mas uma Caminhada PARA Paz. Não queremos somente GRUPOS DE JOVENS, mas Grupos PARA jovens.
Na janela jovens a brincar, jovens a sorrir, jovens a namorar... Mas na janela, há jovens morrendo no trânsito, morrendo de fome, morrendo pela violência...
SENHOR, ATÉ QUANDO?

SEMANA DA CIDADANIA 2008

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

PARA COMEÇO DE CONVERSA

“O único evangelho que muitas pessoas vão ler
é o nosso exemplo de vida.”
D. Helder
Aproxima-se mais uma SdC. Tempo de buscar de forma mais intensa a construção de alternativas para nossa sociedade. Somos convocados/as a olhar para a realidade da juventude com os mesmos sentimentos de Jesus, como nos ensina o apóstolo Paulo. Os/as discípulos missionários/as de Jesus sabem que esse seguimento exige transformação no mundo, na comunidade e na vida das pessoas. Como cristãos queremos não só convidar as pessoas a olharem para Jesus, mas antes, lançar o olhar de Jesus para a realidade e termos, como ensina São Paulo, os mesmos sentimentos de Jesus Cristo. Fazer dos sonhos Dele os nossos sonhos! Poder dizer junto com Ele “eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância” (Jo 10,10).

Neste ano iniciamos a memória do centenário de Dom Hélder Câmara, profeta, pastor e poeta que fez esse caminho com Jesus.

Viver é fazer escolhas. A Conferência de Aparecida, acontecida em maio do ano passado, e a Campanha da Fraternidade deste ano nos convidam a escolher a vida. O desafio é esse! Há caminhos que geram morte, por isso somos convocados/as a escolher e construir caminhos que geram vida!

Nosso convite para esta SdC é construir ações contra o empobrecimento social que atinge a juventude, motivados pela confiança de que temos mil razões para viver!
Texto extraído do subsídio para a Semana da Cidadania

Síntese de experiências revolucionárias

domingo, 18 de novembro de 2007

Ponho pois a me refletir a partir de uma canção entoada pelas Comunidades Eclesiais de Base: "É Jesus esse pão de igualdade, viemos pra comungar, com a luta sofrida do povo que quer ter voz, ter vez lugar. Comungar é torna-se um perigo, viemos pra incomodar. Com a fé e a união nossos passos um dia vão chegar!"


Neste mês de novembro, participei de duas atividades no qual destaco com grande alegria: a primeira foi o Encontrão das CEB's da Grande Belém, realizado no dia 03 na Paróquia de São José de Queluz, lá em São Bráz. Na ocasião refletíamos sobre a Juventude e as CEB's. Um momento bastante rico onde CEB's e PJ reconheciam a valia da reciprocidade em que as duas tinham com a outra.
Muitos/as companheiros/as colocaram algo que, talvez, estivesse sufocado em seus corações. Para mim, ao mesmo tempo que foi um ensaio da revolução, via-se esta acontecendo, brotando do coração daqueles que se abriam para o novo e
acima de tudo, para o diferente.


Outra atividade, ocorrera a pouco no qual ainda paira no ar, seu cheiro. Vivemos neste fim de semana(17 e 18 de novembro), um momento marco: o I Encontro Estadual da Juventude Cabocla Socialista do Pará - JCSP. Este, reuniu vários jovens, ligados a essa agremiação do PT, especificamente da tendência PT pra Valer, de alguns municípios do Estado. A atividade mostrou o contraste do que muitos "dinossauros" não conseguiram perceber e infelizmente a história não tenha lhes proporcionado vivenciar: O protagonismo juvenil. Da região metropolitana estavam alguns grupos culturais do bairro do Benguí (Grupo Cultural Ayrakyrã, Tribo Kanamary, Guerreiros de Ayrã, Cia. Terra Cabocla), a JCSP municipal e alguns companheiros/as de Marituba e Mosqueiro. Momento mais que político. Momento de comungar do perigo, aquilo que nos une: nossa utopia. "Sonho que se sonha junto, é realidade "(Raul Seixas) e acredito que isso reflete naquilo que vivenciamos nestes dias de debate socialista.

Tais atividades mostram a preocupação incansável que as CEB's, a PJ e a JCSP tem com a juventude. Muito ainda há de se fazer, mas acreditamos estar no caminho que nos leve a tão almejada Civilização do Amor. Ousamos comungar da ousadia e da luta daqueles/as que sofreram para que estivéssemos onde estamos, e que hoje são nossas referências e nossa inspiração de fé na construção de uma sociedade mais humana. Se comungar é tornar-se um perigo, a coragem profética corre mais forte em nossas veias e nos faz fortes contra o capitalismo neoliberal que se apropria dos jovens. "Desce da cruz os pobres" e os jovens para construirmos um Brasil realmente para todos.

EVANGELIZAÇÃO DA JUVENTUDE: URGENTE E NECESSÁRIA

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Por Eduardo Soares.
APRESENTAÇÃO:

A reflexão sobre a realidade onde vivemos e atuamos, sobre a missão e o jeito de ser Igreja a partir da pessoa de Jesus, são elementos que determinam a pastoral juvenil que precisamos. “Conhecer os jovens é condição prévia para evangelizá-los. Não se pode amar nem evangelizar a quem não se conhece[1]”.
Acreditando na importância e no potencial dos/as jovens em promover grandes transformações na sociedade, queremos chamar atenção de nossa ação evangelizadora no sentido de assumir claramente, afetiva e efetivamente, a prioridade a Evangelização da Juventude em nosso Plano Pastoral Paroquial, em comunhão com as demais instâncias e documentos eclesiais.

O RETRATO DA REALIDADE:

Definir o que é juventude é algo complexo. Por sua diversidade, talvez o plural “juventudes” seria o termo mais apropriado para designar essa massa predominante da população. É uma “fase marcada por processos de desenvolvimento, inserção social, e definição de identidades, o que exige experimentação intensa em diversas esferas da vida”[2]. Todavia, nota-se que muitos jovens não conseguem vivenciar dignamente esta etapa.
No bairro do Benguí, os jovens são atingidos pelos mecanismos da exclusão social, fruto do capitalismo. Os fortes problemas que se deparam são: envolvimento com drogas, banalização da sexualidade, gravidez na adolescência, prostituição, homicídio, fragilidade no sistema de ensino e desemprego.
O “medo de sobrar”[3] tem levado muitos jovens a entrarem cedo na criminalidade. O fácil acesso ao tráfico de drogas é também um fator que estimula a entrada destes no narcotráfico. Enorme quantidade de jovens recorrem às drogas buscando abrandar sua fome ou para escapar da cruel e desesperadora realidade em que vivem[4]. Pelo menos em nossa área, há vários pontos de comércio ilícito de drogas, onde cada vez mais, adolescentes e jovens, são recrutados para exercer a função de “aviãozinho”[5].
A mídia também tem grande influência na vida destes. Alem de apresentar grandes marcas no qual o acesso econômico é limitado a uma minoria, possui forte capacidade de indução no qual muitos destes tendem a sacrificar certos valores materiais e morais, fortalecendo com isso a cultura do consumo. As grandes “micaretas” conseguem aglomerar grande quantidade de jovens para assistir seus ídolos e consumir produtos que a publicidade induz e reproduz.
As instituições de ensino do bairro, também apresentam certas insuficiências. As escolas não conseguindo atender a demanda estudantil local, faz com que muitos busquem estabelecimento de ensino além das adjacências. Percebe-se uma certa banalização na educação. Além da ausência de recursos humanos e didáticos, a proposta de ensino baseia-se na produtividade subjetiva, na competitividade e no mercado.
Na religião, vemos grande presença juvenil somando através de suas expressões artísticas. Todavia, muitos são cooptados e levados a vivenciar uma fé alienante e intimista. Muitos tendem visualizar a Igreja simplesmente como uma instituição de distante diálogo[6]. É preocupante o fato da maioria dos jovens atingidos pela ação pastoral da Igreja na catequese crismal, não têm sido conquistados para um sólido engajamento na comunidade e algumas vezes, não se sentem acolhidos por estas.
Nesta conjuntura é importante destacar algumas formas novas de participação da juventude e programas sociais voltados especificamente a este público. A participação juvenil nos círculos sócio-políticos e culturais tem sido um grande espaço de atuação de seu protagonismo. Somos gratos também a algumas entidades, ações e articulações grupais que, somando forças, promovem a participação transformadora da juventude. E neste rumo, merecem destaque algumas mãos que se dedicam à evangelização juvenil e a atuação de jovens nos demais segmentos pastorais, colocando-se a serviço como na catequese, liturgia, etc.

POR ONDE ANDA O DISCURSO DO MAGISTÉRIO?

Claro que a Evangelização da Juventude, não é algo de hoje. E a Igreja Católica é a instituição que mais acumula experiência no trabalho juvenil. Recentemente, lançou 2 documentos: “Evangelização da Juventude: desafios e perspectivas pastorais”[7] e “Documento de Aparecida”[8]. Tomemos estes documentos para uma olhar macro sobre os jovens.
Tais documentos apresentam a violência como uma fonte de sofrimento da juventude: “a violência se reveste de várias formas e tem diversos agentes: crime organizado e o narcotráfico, grupos paramilitares, violência na periferia, violência de grupos juvenis e crescente violência intra-familiar”(DA n.78). “A violência das grandes cidades atinge particularmente os jovens. Segundo dados do Ministério da Saúde (Sistema de Informações sobre Mortalidade – Datasus), em 2002, morreram no Brasil 28 mil jovens de 20 a 24 anos, sendo que 72% destas mortes foram ocasionadas por causas externas. Os jovens do sexo masculino são a maioria dessas vítimas: 18,5 mil mortes, o que corresponde a 80,5% do total”(CNBB, Doc. 85, n.259).
Na perspectiva “cultural” os/as jovens aparecem levados pelos impactos da pós-modernidade e da mídia: “... os jovens são vítima da influência negativa da cultura pós-moderna, especialmente dos meios de comunicação, trazendo consigo a fragmentação da personalidade, a incapacidade de assumir compromissos definitivos, a ausência da maturidade humana, o enfraquecimento da identidade espiritual, entre outros...” (DA 318). “Dentre os muitos elementos da nova cultura pós-moderna que influem no processo de evangelização dos jovens e no fenômeno da indiferença de uma parcela da juventude face a Igreja, destacamos a subjetividade, as novas expressões da vivência do sagrado e a centralidade das emoções” (DA 445)[9]. Em relação a escolaridade, as estatísticas relativas a este segmento social são alarmantes. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – PNAD, em 2003, havia no Brasil 23,4 milhões de 18 a 24 anos, o que representava, aproximadamente, 13,55 da população total, e apenas 7,9 milhões (34%) estavam freqüentando a escola” (CNBB, Doc. 85, n.255)
Considera-se também o fato que os jovens são “presas fáceis das novas propostas religiosas” (DA n. 444). “Além disso, fenômenos que marcam a dinâmica do campo religioso na atualidade são intensificados quando se trata da população jovem, como a busca contínua por uma expressão de fé que dê sentido às suas vidas ( o que acelera o trânsito religioso); a atração por manifestações religiosas exóticas; e a elaboração de sínteses pessoais a partir do repertório de crenças e práticas disponíveis em vários sistemas religiosos” (CNBB, Doc. 85, n.42)

E AGORA?

Consegue-se perceber a equiparação entre as realidades e os discursos apresentados. Isso responde que não estamos vivendo uma realidade particular, claro que com suas tonalidades específicas. Logo somos remetidos a comungar de algumas ações já desenvolvidas em vista da libertação integral.
A opção preferencial pelos jovens é retomada nestes dois documentos oficiais da Igreja[10]. O que se espera é que não corra o risco de ficar somente no “discurso” ou que se reduza somente a uma opção afetiva. E isso requer preocupação com o protagonismo juvenil nas diversas instâncias e com a formação de agentes no acompanhamento grupal, em especial, assessores/as.
Seria um pecado nos omitir ao que foi apresentado. Movidos pela mística da construção, pretendemos fortalecer nossa missão com os(e como) jovens. Oxalá possamos abrir caminhos para fortalecer o desenvolvimento da juventude, crendo na sua capacidade de transformar trincheira de idéias e sonhos, em realidade.



________________________________________________________
[1] CNBB, Doc. 85, 2007, n.10
[2] cf. FREITAS, Maria Virginia de. Juventude e Adolescência no Brasil; referências conceituais. São Paulo, Ação Educativa, 2005. p.31.
[3] NOVAES, Regina e VITAL, Cristina. A juventude de hoje: (re) invenções da participação social. In: THOMPSON, Andrés (org.). Associando-se à juventude para construir o futuro. São Paulo, Peirano, 2006. pp. 112-113.
[4] Em alguns locais no bairro, encontramos adolescentes e jovens utilizando drogas em plena luz do dia.
[5] Pessoa designada para transportar drogas ou informações aos traficantes.
[6] Em muitos casos, essa idéia é reproduzida pelas próprias lideranças eclesiais.
[7] Tema das Assembléias de maio de 2006 e 2007 do Episcopado Brasileiro.
[8] Texto conclusivo da V Conferência do Episcopado Latino-Americano e do Caribe.
[9] Há também destaque do mesmo assunto no n. 65 neste mesmo documento.
[10] cf. Documento de Aparecida, n446a; CNBB, Doc.85, 2007, n.4.

CIFA IV - Parte 1

segunda-feira, 16 de julho de 2007


A experiência é única, como lembrava o Marcelo da Paróquia de Santa Terezinha localizada em Águas Lindas/Ananindeua, com um trecho da música do Legião Urbana: "... a primeira vez, é sempre a última chance...". Porém, ninguém pode e consegue apagar o que passamos nos dias 12, 13, 14 e 15 de julho, no Seminário Giuliano Moreti no bairro da Guanabara, em Ananideua.
A atividade começava as 19:00hs. com uma celebração seguida de uma palestra, na Paróquia de Cristo Rei, do outro lado da Br 316, frente ao Hospital Metropolitano, não sei se de Belém ou de Ananindeua (uauahauhuaha).
Foi uma celebração com uma homilia rica onde aquele Senhor falava da importância do Amor e do Perdão, onde falava que ambos se completavam. No final da celebração, inicou-se a palestra com a costumeira apresentação orientada pela Priska, pedindo indetificação dos/as presentes. Gente da PJ de algumas paróquias de nossa Arquidiocese. O Pe. Hilário Dick, assessor da palestra e também do CIFA IV (Curso Intensivo de Formação de Assessores) mostrou alguns dados da juventude no desenrolar da oficina. O pároco da paróquia que ocorrera a palestra e o Pe. Silvio do Curuçambá se faziam presentes na palestra.

No término da palestra, muitos cumprimentamos o Hilário (eu apesar de conhecê-lo virtualmente, estava tímido e meio com medo) e seguimos rumo ao local que se iniciaria o curso no dia seguinte. No caminho, após atravessar a passarela que cortara a rodovia, quando já estávamos na frente do Hospital Metropolitano, avistei um colega travesti que estava trabalhando na esquina que dobraríamos para seguir rumo a nosso alojamento. Parei para cumprimentar o colega e conhecer outros homossexuais. Segui em frente, após um até logo aos companheiros.

Chegamos no local, jantamos e depois tivemos uma apresentação de outros companheiros da organização do CIFA IV e no final o Denny deu as coordenadas para o dia. Dormi, pensando na riqueza que o outro dia seria....
Continua em breve...

Passeio - parte 2

sábado, 7 de julho de 2007

Bem, no dia seguinte fui acordado pelo barulho que rondava as redondezas da minha rede. Era a galera já de pé para aproveitar o último dia de lazer em Boa Vista do Itá. Dei um pulo da rede quando disseram pra mim ir logo antes que acabasse o pão (tomar café pra mim sem pão... é ruim ein!). Depois de fazer a primeira refeição matinal, voltei pro alojamento (puxa, desculpe não ter falado antes: o alojamento era uma antiga escola de madeira 1 sala, um banheiro, 1 secretaria que ficava o freezer e os instrumentos da capoeira e outra que não sei o que tinha, estava fechada) e deite-me numa rede qualquer. Não conseguindo dormir e rolando parece cobra com espírito de preguiça, pro lado e pro outro me encaminhei para o igarapé. No caminho encontro o Márcio vindo com a sua mulher e seu filho. Ele mata uma "caba" que mais parecia um morcego.

Segui caminho adentro, no caminho das tábuas, encontrando o Elton e o Edivan dando uma de pescador, e o Carlos e o Kaê dando uma de ribeirnhos na canoa. Me atrevi a dar volta de casco com os dois, depois de um pequeno desenteimento momentâneo entre as duplas, cedemos a canoa para os "pescadores" dar uma volta pelo igarapé. Voltamos para a casa da D. Tereza, eu com uma fomezinha, solidarizado por um pacote de bolacha e um pouco de café e ainda dividir com o Cleideson, a se não fosse o Projeto de Deus! (uahuahuahuahua).

Depois, o almoço estava pronto: uma delícia de frango no tucupí, produzido e doado pelas vizinhas quilombolas. Comi que até pedi mais um pouco de caldo de frango no tucupí com arroz, para misturar com farinha (ai água na boca!), depois pedi mais um pouco, acho que pedi umas três vezes (estava muito gostoso mesmo!)

Depois do almoço, alguns tentaram dormir mas, quem disse que conseguiram? Depois os meninos começaram me zuar com uma música que nunca deveria ter saído do inferno; eu ia escovar os meus dentes e eles cantavam com violão, pandeiro, atabaque e as suas vozes atrás de mim. Entre por um instante na capela, mas eles não entraram, afinal eles respeitaram o local (a se não fosse a capela!). Depois tentei sair de fininho, mas... eles me viram e foi-se. Corri o terreiro com eles cantando atrás de mim, entre na casa da D. Tereza e eles atrás. Foi aí então que me lembrei que o Júnior convidara a todos pra tomar banho juntos no igarapé e fazer alguns registros fotográficos. Estrategicamente, corri em direção ao caminho do igarapé e querem saber dos meninos... também!

No meio do trajeto, eles pararam de cantar, e seguimos rumo a "ponta" do igarapé. Lá tinha uma corda pendeura em uma árvore que era usada para segurar o corajoso para pular de uma árvore, estilo "Tarzan" e se jogar lago abaixo. Os corajosos foram na frente. O Júnior dando uma de "macho", subiu na parte onde saia o pulo e ficou quase 5 minutos com a perna tremendo de medo, mas depois de várias instruções dos que já manjavam, ele pulou.

Claro que depois dessa eu não podia ficar com medo também. Subi e com uma pequena acrofobia, fiquei a ouvir a dita cantiga do diabo que os meninos entoavam anteriormente. Após uma ajuda do companheiro Cleideson, me joguei água dentro. Cai com os meninos fazendo uma chuva em cima de mim, assim como seguiram com a mesma prática com os demais que saltavam da corda. Numa "brilhante" idéia, dois meninos (não me lembro quem) acabaram com a diversão, quebrando o apoio que servia como ponto de partida de nossos saltos.

Mas como jovem é sempre criativo, inventaram uma arte: atravessar o igarapé nadando. E advinhem... de gaiato lá fui eu! No meio do trajeto encontramos o caminho das tábuas atravessando as águas, e servindo como uma de nossas paradas. Seguimos e aí que a coisa pegou: me deu um pequeno cansaço, o que fez os meninos se atrasarem (perdoem-me!) pra me aguardarem no meu nado "cachorrinho". Continuamos pelo igarapé, com as triviais paradas na sua margem e a cada pausa alguém me dava força pra prosseguir. No final estava o Edivan e o Carlos me dando força: "vamos, tenta nadar de costas, tu consegue, não era tu que dizia que era pra gente ter coragem!?", dizia o Edivan na mais bela frase companheira que escutara neste passeio. Seguimos para arrumar nossas coisas e esperar o ônibus que vinha nos levar de volta.
Com o coletivo chagado, fui logo me despedindo dos companheiros e companheiras quilombolas no qual me deram um forte abraço e um sorriso cheio de energia. Saimos acenando e pegando estrada rumo à Belém. Depois apoiei minha cabeça na janela do lado da cadeira que vinha no ônibus e dormir de cansado. Me disseram que vieram cantando aquela música "demoníaca" quase a viagem inteira, mas eu tava em outra estação...

Cheguei no bairro e segui rumo a minha casa com saudades daqueles momentos...

quinta-feira, 5 de julho de 2007



Bem, este foi o meu primeiro passeio das "férias" de julho. Um dos melhores que já fui. Bem vou contar algumas coisas deste passeio aqui.

Fui a convite do companheiro Júnior, da coordenação do GCC - Grupo de Canto Coragem, da Paróquia Rainha da Paz, no qual secretario a Pastoral da Juventude. Tava um pouco difícil pra mim ir pois, na mesma data, haveria a Escola de Lideranças da minha Região episcopal. Mas quando o Júnior disse que era pra mim ajudar em algum momento celebrativo lá, eu pensei um pouco... e disse que iria. Houve uma reunião entre eles no grupo, e aí parece que não haveria mais o passeio, mas depois soube pelas línguas (não sei se eram boas ou más linguas!) que o passeio estava de pé, mas que muita gente do GCC não iria.

As vésperas do passeio, botei o relógio pra despertar as 5 da manhã e pra confirmar deixei o recado em cima da mesa da cozinha, alertando ou meu pai ou minha mãe pra me acordarem no horário supracitado. Todavia, eu estava com tanta vontade de ir, que nem precisou de despertador e nem dos sacolejos dos meus pais para me acordar.Arrumei minhas coisas, me arrumei e fui para o ponto de encontro do povo: a frente da Paróquia. Chegando lá, vejo logo os garotos que me olham e dizem: "sim, não vai mulher neste passeio?" Eu dei um sorriso maroto e fui cumprimentar a Carina (namorada do Júnior) que tava só na manha naquela manhã. Depois vi a Norma, o nazareno, o Pe. Raimundo (mas não acompanhou-nos no passeio) que estava acordo desde cedo. Sem perceber o tempo passar, veio então o ônibus que nos levaria ao nosso destino: Boa Vista do Itá, comunidade quilombola no município de Santa Izabel, no Pará. Eta! já ia me esquecendo: a D. Tereza (responsável pela nossa estadia lá) chega com o seu filho Márcio e esposa e o filho dele, completando a galerinha. Seguimos então. No meio, paramos na Augusto Montenegro para pegar quem: o Jhonata que a pouco se mudara do nosso bairro, para as proximidades desta rodovia. Após uma parada eufórica, seguimos estrada.

Foi uma viagem rápida (deve ter sido por causa da agitação no ônibus). Nada de anormal na viagem, somente umas músicas pra alegrar, um biscoitinho que a Carina deu pra nós, a D. Tereza contando algumas coisas meio cômicas da outra viagem que fez com outro grupo de jovem pra lá, uns registros fotográficos do Júnior, uma parada pros meninos fazerem "xixi" e a soneca do Kaê no fundo do ônibus e a do Jhonata no meio da lotação.

Chegando lá logo fomos agraciados por algo que, hoje em dia, não se encontro muito nas tecnometrópoles: a hospitalidade. Caraca! aquele povo soube nos acolher como se fossemos conhecidos de longas datas. Seguimos adentro a propriedade da D. Tereza, onde ela foi logo nos invejando com seu quintal arborizado e sua casinha que logo se transformou o oficial ponto de encontro na hora das refeições.

Teve todo aquele processo de viagem: conhece o local onde iria passar a noite, matar as curiosidades locais, uma conversa antes de sair por aí e uns sorrisinhos de leve para os nossos companheiros quilombolas. Depois, não me lembro que me convidou pra ir no igarapé, mas o sol quente logo me provocou a um pecado capital comungado pela metade da humanidade: a preguiça! Mas, como num tinha quase nada pra fazer, bastou a Vânia me convidar e fomos atrás do povo. De inicio, fomos a um furo do igarapé que corria por ali, o mais próximo. Mas fomos logo sabendo que a galera estava para o outro lado: "Eles estão lá pra ponte!", informou a D. Tereza. Seguimos o caminho indicado por ela. Andamos, andamos, andamos... e chegamos no início da ponte. Ela era estreita, mas logo descobrimos que ela não linha nada de semelhante na sua extensão horizontal. Vixi! e ai... andamos, andamos mais um pouco e chegamos ao uma parte onde alguns dos meninos estavam tomando banho e outros estavam andando de casco ( no interior da minha finada avó, chamamos assim a canoa). Logo a Vânia perguntou pelo Roni (seu amado) e fomos informados que ele estava mais a frente,na sequência do caminho das tábuas (como descobrimos chegando no início da ponte, através de uma placa). Eu me assanhei pra dar uma volta de casco com os meninos e fui. Dei alguns adereços pra Vânia levar de volta e fui. Deslizamos pelas águas naquela obra que a mãe natureza, adaptada pelas mãos do homem nos proporcionou.

Depois, voltamos para almoçar e em seguida alguns foram tentar dar uma sonequinha mas sem sucesso. Fomos nos banhar naquela delícia de igarapé. Chegamos até a ponta de onde vinha aquelas águas, mas ainda não era a nascente, talvez só fosse a nascente dos mergulhos daquele povo e nosso naquela ocasião.
Retornei para a casa e falei com o Júnior que horas seria o momento celebrativo e ele me informou que seria lá pras sete e meia da noite, e eu falei com ele que tinhamos que adiantar logo o jantar, para que não fosse aperreio depois. Falamos com a D. Tereza que mobilizou a comunidade para doar as roupas que trouxemos para eles e convidá-los para celebrar a noite. Em seguida, D. Tereza saiu pela rua a convidar a comunidade para receber os presentes que tinhamos levado. E não demorou muito, estavam todos concentrados frente a árvore que sombreava as tardes a espera do anunciado. Então, enquanto eu catava o feijão na cozinha, a Norma e a Carol, também cooperavam para o cozinhar da alimentação noturna, outros transportavam as roupas para debaixo da árvore. D. Tereza fez um breve discurso sobre a solidariedade e convidou a comunidade para celebrar a noite. Seguindo o pôr do sol, continuamos na batalha alimentar e depois as meninas já queriam era fazer mais salada de tempero do que a comida propriamente dita; só faltava elas quererem colocar tomate, cebola, pimetinha... no suco! Antes que ficasse totalmente escuro, fui com a D. Tereza no início do caminho do igarapé pegar uns galhos com espinhos para compor o ambiente da mística a noite.

Fui tomar um banho na casa de uns vizinhos da D. Tereza que cederam o banheiro pois, havia gente que, ainda não tinha se sensibilizado que além de ter-mos uma atividade, a água da comunidade era cessada à noite para que a bomba que fornecia a água podesse descansar. Após o banho, me encaminhei para nosso alojamento e fui me arrumar. No caminho, vi que estava tendo algo frente a caapela da comunidade: era a derrubada do mastro no encerramento da Festa de São João batista. Confesso que me senti um pouco envergonhado por não está partilhando com eles daquele momento. Comecei a me vesti as pressas e apressei quem via pela frente para nos encaminhar-mos para a capela. No meio dessa pressa toda, que maravilha! Após derrubar o mastro, a comunidade seguiu em procissão pelo terreiro cantando, vivendo um pouco da Teologia do Êxodo, se me permitem citar. Numa expressão que cantara Gonzaguinha: "Viver e não ter a vergonha de ser feliz!" Caminharam pela frente das casas e retornaram para capela onde estavamos os esperando para celebrar.

Chegando lá, ainda continuaram entoando a canção. Após, a D. Tereza fez um breve comentário e cantamos o Irá Chegar. Logo após fizemos memória partilhada por muitos, na sua maioria, o dia que finalizava; sempre no final de alguma memória, alguém puxava um aplauso. Depois seguimos com a canção Negro Nagô, onde o povo sentia no sangue a força do negro e a expressava com a força de sua voz. Não me lembro na hora que a chuva fez com que a energia elétrica foi embora, mas isso não empatou o nosso celebrar. Aclamamos e escutamos atentamente a Parábola do Semeador. Na sequência, o Júnior fez uma dinâmica para que podessemos partilhar a mensagem evangélica da Parábola. Prosseguindo fizemos nossas preces e rezamos juntos o Pai-Nosso. Para finalizar, fizemos uma dança circular: "Eu vi mamãe Oxum na cachoeira, sentada na beira do rio. Colhendo o lírio liruê, colhendo o lírio liruá, colhendo o lírio pra enfeitar nosso congá!" A dança foi bastante vibrante que saimos da capela cantando o louvor a Oxum (no sincretismo religioso, Nossa Senhora da Conceição).
Saimos rumo a casa da D. Tereza onde a comida estava a nossa espera. Jantamos, menos o Kaê que tomou sou um leite acompanhado de algo que não me recordo. Alguns, após a refeição se dirigiram para o nosso alojamento e iniciaram um repertório de músicas que ninguém sabia onde iria terminar. Eu fui com o Jr., a Carina, o Wilton e o Nazareno se entrosar com o povo, que estava na frente da casa cantando, sorrindo de algumas piadas. As meninas de lá, dançaram um pouco pra nós, o líder da comunidade contou umas piadas com o Wilton e depois cantamos também a música da feijoada (pura sacanagem pra quem exitasse em não falar um ingrediente para compor a feijoada). Depois conversei um pouco com uma senhora que me contou um pouco da formação daquela comunidade: seus pais haviam vindo para aquele local onde só havia uma casa a deles. Me falou sobre as terras que lhe tiraram, mas que com a ajuda do governo estão quase recuperando (é uma baita área terrestre!). Depois, a Carina e o Jr. se recolheram e passando alguns minutos eu fui pro alojamento.

No alojamento, estava correndo a maior cantoria. Os meninos estavam empolgados, tomando umazinha light (sem exagerar mesmo!). Enquanto isso, ficamos eu, o Douglas e a Carol conversando dentro do alojamento, e depois coletamos uns trocados e pedimos para o Nazareno comprar um vinho para acompanhar a prosa. Depois de muito papo e muita música os meninos cansaram lá fora e começaram a animar dentro do alojamento e eu acompanhei. Depois de cansados, fomos levados ao sono....