DESABAFO
quinta-feira, 8 de maio de 2008
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Eduardo da Amazônia
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SEMANA DA CIDADANIA 2008
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008
“O único evangelho que muitas pessoas vão ler
é o nosso exemplo de vida.”
D. Helder
Neste ano iniciamos a memória do centenário de Dom Hélder Câmara, profeta, pastor e poeta que fez esse caminho com Jesus.
Viver é fazer escolhas. A Conferência de Aparecida, acontecida em maio do ano passado, e a Campanha da Fraternidade deste ano nos convidam a escolher a vida. O desafio é esse! Há caminhos que geram morte, por isso somos convocados/as a escolher e construir caminhos que geram vida!
Nosso convite para esta SdC é construir ações contra o empobrecimento social que atinge a juventude, motivados pela confiança de que temos mil razões para viver!
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Eduardo da Amazônia
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EVANGELIZAÇÃO DA JUVENTUDE: URGENTE E NECESSÁRIA
segunda-feira, 5 de novembro de 2007
A reflexão sobre a realidade onde vivemos e atuamos, sobre a missão e o jeito de ser Igreja a partir da pessoa de Jesus, são elementos que determinam a pastoral juvenil que precisamos. “Conhecer os jovens é condição prévia para evangelizá-los. Não se pode amar nem evangelizar a quem não se conhece[1]”.

Acreditando na importância e no potencial dos/as jovens em promover grandes transformações na sociedade, queremos chamar atenção de nossa ação evangelizadora no sentido de assumir claramente, afetiva e efetivamente, a prioridade a Evangelização da Juventude em nosso Plano Pastoral Paroquial, em comunhão com as demais instâncias e documentos eclesiais.
O RETRATO DA REALIDADE:
Definir o que é juventude é algo complexo. Por sua diversidade, talvez o plural “juventudes” seria o termo mais apropriado para designar essa massa predominante da população. É uma “fase marcada por processos de desenvolvimento, inserção social, e definição de identidades, o que exige experimentação intensa em diversas esferas da vida”[2]. Todavia, nota-se que muitos jovens não conseguem vivenciar dignamente esta etapa.
No bairro do Benguí, os jovens são atingidos pelos mecanismos da exclusão social, fruto do capitalismo. Os fortes problemas que se deparam são: envolvimento com drogas, banalização da sexualidade, gravidez na adolescência, prostituição, homicídio, fragilidade no sistema de ensino e desemprego.
O “medo de sobrar”[3] tem levado muitos jovens a entrarem cedo na criminalidade. O fácil acesso ao tráfico de drogas é também um fator que estimula a entrada destes no narcotráfico. Enorme quantidade de jovens recorrem às drogas buscando abrandar sua fome ou para escapar da cruel e desesperadora realidade em que vivem[4]. Pelo menos em nossa área, há vários pontos de comércio ilícito de drogas, onde cada vez mais, adolescentes e jovens, são recrutados para exercer a função de “aviãozinho”[5].
A mídia também tem grande influência na vida destes. Alem de apresentar grandes marcas no qual o acesso econômico é limitado a uma minoria, possui forte capacidade de indução no qual muitos destes tendem a sacrificar certos valores materiais e morais, fortalecendo com isso a cultura do consumo. As grandes “micaretas” conseguem aglomerar grande quantidade de jovens para assistir seus ídolos e consumir produtos que a publicidade induz e reproduz.
As instituições de ensino do bairro, também apresentam certas insuficiências. As escolas não conseguindo atender a demanda estudantil local, faz com que muitos busquem estabelecimento de ensino além das adjacências. Percebe-se uma certa banalização na educação. Além da ausência de recursos humanos e didáticos, a proposta de ensino baseia-se na produtividade subjetiva, na competitividade e no mercado.Na religião, vemos grande presença juvenil somando através de suas expressões artísticas. Todavia, muitos são cooptados e levados a vivenciar uma fé alienante e intimista. Muitos tendem visualizar a Igreja simplesmente como uma instituição de distante diálogo[6]. É preocupante o fato da maioria dos jovens atingidos pela ação pastoral da Igreja na catequese crismal, não têm sido conquistados para um sólido engajamento na comunidade e algumas vezes, não se sentem acolhidos por estas.
Nesta conjuntura é importante destacar algumas formas novas de participação da juventude e programas sociais voltados especificamente a este público. A participação juvenil nos círculos sócio-políticos e culturais tem sido um grande espaço de atuação de seu protagonismo. Somos gratos também a algumas entidades, ações e articulações grupais que, somando forças, promovem a participação transformadora da juventude. E neste rumo, merecem destaque algumas mãos que se dedicam à evangelização juvenil e a atuação de jovens nos demais segmentos pastorais, colocando-se a serviço como na catequese, liturgia, etc.
POR ONDE ANDA O DISCURSO DO MAGISTÉRIO?

Claro que a Evangelização da Juventude, não é algo de hoje. E a Igreja Católica é a instituição que mais acumula experiência no trabalho juvenil. Recentemente, lançou 2 documentos: “Evangelização da Juventude: desafios e perspectivas pastorais”[7] e “Documento de Aparecida”[8]. Tomemos estes documentos para uma olhar macro sobre os jovens.
Tais documentos apresentam a violência como uma fonte de sofrimento da juventude: “a violência se reveste de várias formas e tem diversos agentes: crime organizado e o narcotráfico, grupos paramilitares, violência na periferia, violência de grupos juvenis e crescente violência intra-familiar”(DA n.78). “A violência das grandes cidades atinge particularmente os jovens. Segundo dados do Ministério da Saúde (Sistema de Informações sobre Mortalidade – Datasus), em 2002, morreram no Brasil 28 mil jovens de 20 a 24 anos, sendo que 72% destas mortes foram ocasionadas por causas externas. Os jovens do sexo masculino são a maioria dessas vítimas: 18,5 mil mortes, o que corresponde a 80,5% do total”(CNBB, Doc. 85, n.259).
Na perspectiva “cultural” os/as jovens aparecem levados pelos impactos da pós-modernidade e da mídia: “... os jovens são vítima da influência negativa da cultura pós-moderna, especialmente dos meios de comunicação, trazendo consigo a fragmentação da personalidade, a incapacidade de assumir compromissos definitivos, a ausência da maturidade humana, o enfraquecimento da identidade espiritual, entre outros...” (DA 318). “Dentre os muitos elementos da nova cultura pós-moderna que influem no processo de evangelização dos jovens e no fenômeno da indiferença de uma parcela da juventude face a Igreja, destacamos a subjetividade, as novas expressões da vivência do sagrado e a centralidade das emoções” (DA 445)[9]. Em relação a escolaridade, as estatísticas relativas a este segmento social são alarmantes. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – PNAD, em 2003, havia no Brasil 23,4 milhões de 18 a 24 anos, o que representava, aproximadamente, 13,55 da população total, e apenas 7,9 milhões (34%) estavam freqüentando a escola” (CNBB, Doc. 85, n.255)
Considera-se também o fato que os jovens são “presas fáceis das novas propostas religiosas” (DA n. 444). “Além disso, fenômenos que marcam a dinâmica do campo religioso na atualidade são intensificados quando se trata da população jovem, como a busca contínua por uma expressão de fé que dê sentido às suas vidas ( o que acelera o trânsito religioso); a atração por manifestações religiosas exóticas; e a elaboração de sínteses pessoais a partir do repertório de crenças e práticas disponíveis em vários sistemas religiosos” (CNBB, Doc. 85, n.42)
E AGORA?
Consegue-se perceber a equiparação entre as realidades e os discursos apresentados. Isso responde que não estamos vivendo uma realidade particular, claro que com suas tonalidades específi
cas. Logo somos remetidos a comungar de algumas ações já desenvolvidas em vista da libertação integral.A opção preferencial pelos jovens é retomada nestes dois documentos oficiais da Igreja[10]. O que se espera é que não corra o risco de ficar somente no “discurso” ou que se reduza somente a uma opção afetiva. E isso requer preocupação com o protagonismo juvenil nas diversas instâncias e com a formação de agentes no acompanhamento grupal, em especial, assessores/as.
Seria um pecado nos omitir ao que foi apresentado. Movidos pela mística da construção, pretendemos fortalecer nossa missão com os(e como) jovens. Oxalá possamos abrir caminhos para fortalecer o desenvolvimento da juventude, crendo na sua capacidade de transformar trincheira de idéias e sonhos, em realidade.
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[1] CNBB, Doc. 85, 2007, n.10
[2] cf. FREITAS, Maria Virginia de. Juventude e Adolescência no Brasil; referências conceituais. São Paulo, Ação Educativa, 2005. p.31.
[3] NOVAES, Regina e VITAL, Cristina. A juventude de hoje: (re) invenções da participação social. In: THOMPSON, Andrés (org.). Associando-se à juventude para construir o futuro. São Paulo, Peirano, 2006. pp. 112-113.
[4] Em alguns locais no bairro, encontramos adolescentes e jovens utilizando drogas em plena luz do dia.
[5] Pessoa designada para transportar drogas ou informações aos traficantes.
[6] Em muitos casos, essa idéia é reproduzida pelas próprias lideranças eclesiais.
[7] Tema das Assembléias de maio de 2006 e 2007 do Episcopado Brasileiro.
[8] Texto conclusivo da V Conferência do Episcopado Latino-Americano e do Caribe.
[9] Há também destaque do mesmo assunto no n. 65 neste mesmo documento.
[10] cf. Documento de Aparecida, n446a; CNBB, Doc.85, 2007, n.4.
ENCONTRO DE JUVENTUDE DO CAMPO E DA CIDADE
terça-feira, 4 de setembro de 2007
Paramos no município de Santa Maria pois havia companheiros que iriam conosco ao encontro. Chegando lá, infelizmente não os encontramos, e seguimos estrada. Nossa próxima parada, Irituia, em um acampamento do Movimento dos Sem Terra.
Chegamos frente ao acampamento do MST. Na porteira havia uma faixa de indignação por uma injustiça da praxe burguesa. Uns camaradas foram até os sem-terra e perguntaram quais pessoas iriam para o encontro que nos haviamos vindo buscar. Eles nos informaram que não foram avisados desta atividade (putz!). Tentaram entrar em contato com o povo de Belém para dar alguma informação sobre isso e enquanto isso aproveitamos pra dar uma volta dentro do acampamento. Foi a primeira vez que visito um acampamento. No inicio havia duas bandeiras: a do MST e do Brasil. As casas eram cobertas de palha e ao lado direito havia uma pequena plantação que não consegui identificar. Confessamo-nos um ao outro, eu e um companheiro de Cametá que nosso "sonho" era visitar um acampamento do MST e lá estavamos. Porém, foi só de passagem, então lá fomos nos despedindo do povo e seguindo viagem rumo ao nosso destino e sem representante daquele acampamento.
Passamos por muitas localidades, mas sem parar. Em algumas parte da estrada, havia muita poeira e muita fumaça, respectivamente causados pela ausência de asfalto e pelas queimadas. Fiquei acordado quase a viagem toda. Ao longe avistei um povoado grande. E pra nossa alegria, era Paragominas. Quando adentramos a cidade, ela estava um pouco "deserta" no inicio. Passamos pela escola da Fundação Bradesco (lembrando que o Bradesco foi um dos que ajudaram a "roubar" a Vale do Brasil) por muitas ruas, que estavam até que cuidadas ambientalmente. Paramos em uma esquina pois parecia que nosso guia havia se perdido. Então encontramos um rapaz da RCC indetificado logo pela camisa do PHN que nos levou no sítio da Paróquia que estava ocorrendo o encontro.
Ao passar por uma parte periférica da cidade, já mais movimentada por pessoas, entramos em uma rua estreita que ligava a outra sem asfalto e que nos levou rumo ao sítio. Enfim chegamos!
No dia seguinte, fomos ACORDADOS 5:00 DA MANHÃ, para estudar as Tarefas Revolucionárias da Juventude (Lenin). Eu acordei mas fui um dos útimos a tomar banho e depois fazer curativo no pé. Cheguei no meio do estudo em minha brigada (dividiram as pessoas em grupos chamados de brigadas, a minha era a nº 18) onde a leitura do subsídio estava sendo finalizada e na seqüencia o debate sobre o texto. Após isso, fomos tomar café e voltamos para a plenária com uma mesa redonda com diversas organizações que estavam somando o encontro. Seguido, um companheiro do sul palestrou sobre o Projeto Popular para o Brasil. Uma palestra riquissima que me clareou um pouco mais sobre o assunto.
Almoçamos e em seguida fomos ao rio dentro do sítio, mas pena que não podia tomar banho, então voltei ao pátio do encontro e alguns estavam jogando um vôlei "informal". Aproximadamente às 15 da tarde, nos organizamos em agrupamento de 5 brigadas para ver sobre a marcha que faríamos rumo a praça central de Paragominas. Nosso grupo ficou de fazer cartazaes e grito de rebeldia sobre o agronegócio. Depois de organizarmos, o Lidenilson deu as coordenadas para a marcha, no qual saimos e nos organizamos em fileira na frente do sítio. A irmã Magnólia animava a marcha cantando e muitos companheiros puxavam no caminho, palavras de rebeldia (bastantes criativas por sinal). Claro que eu ia com um pouco de receio, pois esta cidade era cenário de muita violência contra os lutadores de uma nova realidade. Mas no caminho havia uma energia que nos impulsionava a gritar mais forte contra toda a injustiça que o povo do campo e da cidade vem sofrendo.
Depois de jantar e tomar banho, fui para a noite cultural. Houve companheiros cantando, outros recitando poesia. Tinha também uma banda da RCC que logo parou de cantar (talvez o momento não era aquele) e tivemos uma apresentação de um grupo de toada de lá mesmo. Depois fui e me enrolei ao canta Tocando em Frente de Almir Sater, mas pra animar a galera que estava sentada a um tempão, chamei a companheira Joana Darc pra cantar musíca da PJ em calypso. A galera levantou e dançou muuuuuuuito. Continuou a cantar mais umas 3 músicas e depois tivemos outras apresentações: capoeira, hip-hop e + poesia. A noite cultural encerrou com a Joana Darc animando a galera. Depois muita gente ficou conversando e cantando pelos espaços; fui dormir umas 02 da madrugada.
Na manhã do domingo, chamaram para acordar umas 06 da manhã, mas meu sono estava pesado, que só acordei umas 7 horas. Tomei banho e café, depois curativo e fui para a plenária. Depois tivemos algumas oficinas de livre escolha. Eu fiquei na oficina de TEATRO DO OPRIMIDO, com o Prof. Robson. Seguindo, houve avaliações das oficinas e do encontro como um todo. Após este momento, celebraram a mística de encerramento nas margens do rio, enquanto nos arrumavamos para servir o almoço, já que a nossa brigada estava responsável em servir.
Depois, fui arrumar as minhas coisas, me despedi de alguns companheiros e companheiras e me dirigi ao ônibus para retorno. Saímos de lá, aproximadamente umas 15hs. da tarde onde paramos em algumas localidades para deixar o pessoal. Antes da saída tiramos umas fotos com os dois estudantes de direito do NAJUP, com o Eduardo Brasil, com o frade capuchinho (esqueci o nome dele) e com a irmã Maguinólia (que na ocasião era conhecida por irmã Margareth, ou irmã Madalena e por outros nomes que conquistou no encontro). Conversamos uma boa parte da viagem. Desci na BR 316, próximo ao Castanheira, com o Benedito e segui rumo a minha Paróquia, que na ocasião estava ocorrendo a assembléia mensal paroquial, no qual eu represento a PJ e que na ocasião trataríamos sobre o Plebiscito da Restatização da Vale em nossa Paróquia.
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Eduardo da Amazônia
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